Now Playing Tracks

“— A nossa musica tocou ontem na rádio.

— Deu saudade, né?
— Não sei.

(silêncio)

— Ei, pra que exatamente você me ligou?

— Pra nada, quer dizer…

— Diz…

— É que eu fiquei me questionando sobre o que era mais idiota: a “nossa” musica ou você.

— Ah é? E chegou a qual conclusão?

— Você. Você sempre será mais idiota que tudo, sinto muito.

— E mesmo eu sendo idiota, você ainda me liga só pra falar de uma musica que eu nem lembro.

— Não lembra? Ah, vai a merda!

— Viu?

— O que?

— Você aí se importando porque disse que esqueci qual é a nossa musica. Relaxa, ainda sei qual é.

— Tanto faz. Já disse, vai a merda.

— Você gosta de mim ainda, não gosta?

— Tanto faz.

— Eu também ainda sou louco por você.

— Tanto faz.

— PELO AMOR DE DEUS PARA DE FALAR “TANTO FAZ”.

— Viu?

— O que?

— Eu ainda consigo te irritar.

— Eu gosto disso.

— Disso o que?

— Sei lá, disso que a gente tem.

— A gente nem tem mais nada.

— Tem e você sabe.

— Eu sei que você é um idiota.

— Idiota que tu gosta.

— Não, idiota que eu detesto.

— Tudo bem então. Tchau.

— Você tá desligando o telefone na minha cara?

— Ué, você disse que me detesta, que motivo tenho para continuar falando contigo?

— O motivo é que eu quero continuar falando com você

— E por que?

— Sei lá, de alguma forma estranha, falar com você me faz bem.

— Então você gosta de mim.

— NÃO! Eu não gosto de você, não mais.

— Então tchau.

— Mas que droga! Será que não dá pra gente conversar que nem duas pessoas normais, sei lá, dois amigos?

— Mas a gente não é isso. E tudo bem você ficar aí fingindo que não se importa, só que eu não tô afim de fingir. Eu ainda sou doido contigo e me arrependo de ter concordado com a gente dar um tempo, quer dizer, que merda de tempo é essa? Já se passaram 2 semanas e você não dá notícias, me diz, me diz por favor, o que tu quer de mim, porque eu não vou ficar feito idiota te esperando. Tu é gata, gata pra caralho, gostosa, inteligente, e sei lá, mais um monte de coisas, mas existe milhares de meninas assim, e por mais que eu goste de ti, se você não decidir logo o que quer, eu vou te trocar por alguém que ao menos me dê certeza que me quer.

— Tá bom.

— É sério isso? Não vai nem, sei lá, argumentar? Sério, cara, sério?

— Tá bom.

— Vou desligar o telefone.

— Tá bom.

— VAI A MERDA!

— Tá bom, imbecil, tá bom, quer dizer “tá bom, eu não vou deixar você me trocar, porque eu também sou louca por você e esse tempo que a gente ficou sem se falar foi tão ruim pra mim que hoje eu tive que te ligar só pra ouvir sua maldita voz e esse teu maldito jeito tão estressadinho mas ao mesmo tempo carinhoso. Eu te quero comigo, talvez pra sempre, sei lá, tá?

— Tá bom.

— Imbecil.

— Tanto faz.

— Eu te odeio.

— Te odeio mais. Agora espera.

— Esperar o que?

— To indo aí agora, te mostrar o quanto eu te odeio.”

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